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quinta-feira, 28 de setembro de 2017

COLHENDO MAÇÃS

E estamos de volta...
Coisa boa é pegar fruta no pé!
Ontario, Canadá.
Manhã de sábado, pegamos a estrada com destino a uma fazenda que estava aberta para a colheita de maçãs. Eu sentia uma boa expectativa porque não conhecia uma plantação de maçãs e também porque gosto muito de ir pelas estradas do campo. A vista do relaxante cenário rural já me traz paz e alegria. Sinto um refrigério e renovação da vida.

Para colher as maçãs pegamos uma sacola e subimos na carroceria de um veículo improvisado puxado por um trator até o local preparado para a colheita naquele dia.
 
Lá é cultivado dois tipos de maçãs: uma vermelha tradicional do Canadá, mais ácida, que eles usam pra fazer a tradicional torta de maçã, sidra, geleia, purê e outras delícias, e a silken - uma maçã verde claro/amarelada, que parece mesmo seda, de textura suave, doce, muito saborosa. 
Na fazenda onde acontecia a colheita tinha uma área de lanches e venda de produtos locais - gostei do trem catavento na área de lanches.
Voltamos para casa com uma sacola de maçãs, tortas e outros produtos locais. Colher maçãs foi uma experiência muito boa.

Bom é saborear os frutos da terra...

domingo, 5 de março de 2017

SERRA DA CANASTRA

Tarde de sexta, todos no ônibus, saímos em direção a Minas Gerais... a viagem promete, grande é a expectativa de conhecer um lugar diferente no interior do Brasil: Serra da Canastra - onde chegamos depois de 15 horas de viagem. Ficamos hospedados em Piumhi e andamos por S. Roque de Minas, Vargem Bonita e Capitólio. 
Foram tantas as boas experiências que nem dá pra falar sobre tudo... 

Algumas coisas marcantes: o passeio de catamarã no lago de Furnas e a beleza do canion; a paisagem - ora mata Atlântica, ora Cerrado; a fauna e flora exuberantes; as trilhas e mais trilhas, em terreno às vezes íngreme, às vezes mais fácil; os queijos deliciosos - vamos comprar queijo!; a vista fantástica da serra da Canastra e da serra da Babilônia, com um lindo vale no meio; a convivência do grupo; a convivência com os guias, nos muitos quilômetros nos jipes, em estrada de chão, subindo e descendo a serra, passando por atoleiros e contando "causos"; as muitas fontes e nascente - como disse o guia: aqui a água brota do chão; as cachoeiras... ah, as cachoeiras!; o clima agradável; a beleza e tranquilidade das cidades do interior; a experiência de ver um Brasil diferente, muito diferente das grandes cidades.
Foi uma viagem de lavar a alma, romper limites, renovar a esperança e confiança no ser humano.

Tentei organizar a viagem numa sequência de fotos, mas nenhuma foto consegue capturar toda a beleza da serra da Canastra...
Começamos pela trilha do Sol
Passeio de Catamarã no lago de Furnas
Cachoeira Diquada - lago de Furnas
O comboio de 9 Jipes
A humilde nascente do rio S. Francisco
Nascente do S. Francisco
Parte alta da cachoeira Casca D'Anta
Mirante - a trilha mais difícil
Vista da Serra da Canastra
Vista da Serra da Babilônia
Parte baixa da cachoeira Casca D'Anta
Vista da cachoeira do Cerradão

Cachoeira do Cerradão
Flor do pequizeiro
A sempre-viva
As belas quaresmeiras
O que se leva da vida é a vida que se leva...

sábado, 22 de outubro de 2016

A BELEZA DO OUTONO

Quem vive onde as estações do ano são bem marcadas têm a oportunidade de poder vivenciar o espírito de cada uma e de certa forma aplicar essa experiência na vida. Passando o outono no Canadá fico refletindo sobre o efeito das estações do ano e da vida em nossa alma.
No outono canadense as árvores se vestem de cores. Viajando pelas estradas ou mesmo caminhando pelas ruas fico pensando na mensagem que as árvores coloridas me passam... No outono as árvores se vestem de beleza, como quem vive sem o peso das vãs preocupações. Já deu sombra com suas folhas, se vestiram com a alegria das flores na primavera, deu seus frutos no verão e agora chegou o outono, e elas se vestem de beleza antes de dormir no inverno... No outono elas podem saborear livremente a beleza da vida. Como disse a Verinha, com quem eu partilhava estas coisas: “Vou vestir o meu vestido vermelho e festejar”. “Festejar” no sentido de viver bem cada momento. E daí se minhas folhas caírem? Vou aproveitar pra ficar mais leve.

Penso que também nossa vida é marcada por estações... Muitas vezes estamos no outono da vida – seja pela idade ou por situações dolorosas de perda ou doença que nos acontecem... Olhando as árvores eu penso: mas quem disse que estar no outono é ruim ou triste? Outono é o tempo de tirar o fardo dos ombros, não levar a vida tão a sério e festejar. Vestir o vestido vermelho, laranja ou amarelo, e sair por aí transmitindo a leveza de poder ser quem sou. Triste não é o outono da vida... Triste é se vestir de pessimismo, esperar o pior, perder a confiança em Deus e no ser humano, condenar-se a morrer antes do tempo e fazer da vida uma eterna reclamação – eu já fiz isto e não gostei. A vida é um dom precioso que devemos tomar nas mãos com reverencia e gratidão e procurar viver e fazer o bem até o fim.
"Vou vestir o meu vestido vermelho..."
E daí se minhas folhas caírem? 
"Este mundo em que vivemos tem a necessidade da beleza para não cair na desesperança. A beleza, como a verdade é quem põem alegria no coração dos homens; é o fruto precioso que resiste à usura do tempo, que une as gerações e as faz comunicar-se na admiração". (Paulo VI)

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

PARC OMEGA – QUEBEC

Numa bela manhã de sábado pegamos a estrada com destino ao Parc Omega, em Monte Bello, Quebec, Canadá; aonde chegamos depois de mais ou menos 1:30 hora de viagem.

O Parc Omega é uma espécie de zoológico onde os bichos ficam soltos e os visitantes vão passando por eles de carro – os animais habitantes do parque são nativos da América do Norte. É uma diversão, especialmente para as crianças, poder dar comida aos animais que se aproximam do carro – para isso compramos muitas cenouras na véspera do passeio.
Os que primeiros nos recepcionam são os de espécies variadas da família dos alces.

Depois vemos os porcos do mato, gansos, coiotes, raposa do ártico, o imponente bisão, os lobos do ártico, totalmente brancos e também e os lobos cinza, o alce grande (moose), caribu, etc. E os ursos pretos – um ficou fazendo pose descansando num tronco caído. Há ainda apresentação de animais – vimos uma com o falcão adestrado.

Achei muito interessante o posto de troca. Uma espécie de armazém aonde os caçadores vinham trocar as peles por comida, querosene, tabaco, etc. Faziam assim sua provisão e voltavam para o território selvagem em busca de caça, que era o seu meio de vida. É um pequeno museu onde podemos absorver a atmosfera histórica de uma das mais importantes atividades comerciais do início da colonização na região.

 ALGUMAS FOTOS 
Ao longo da estrada e no parque nos olhos se enchiam da beleza colorida da folhagem das árvores no início do outono. Depois do passeio fechamos o dia com chave de ouro almoçando num charmoso restaurante francês na cidade de Monte Bello. 

domingo, 24 de abril de 2016

AS TRILHAS DO CARAÇA

A trilha se estende ao longe... 
Às vezes com trechos mais fáceis, outros mais difíceis...
Lamaçal, pedras, subidas, descidas, paradas, para contemplar as belas flores do cerrado, as águas e cascatas. 
As montanhas, a caraça de pedra... 
De repente no meio da trilha coberta pela vegetação, fiquei só... 
E ouvi o silêncio... o mistério que  há no silêncio... 
Ouvi o respiro da terra, das plantas, dos passarinhos, o vento nas árvores e no meu corpo... o todo criado... 
O som dos passos dos outros caminhantes, o burburinho das vozes – segura a minha mão, eu te ajudo a descer, eu te ajudo a subir... por aqui é mais fácil... no meio ou na beira do caminho tem menos lama, está menos escorregadio...
O silêncio que nos envolve...  
Podemos sentir o respiro de Deus... o sopro de Deus na criação. 
O Senhor nos colocou num jardim cheio de belas flores e inúmeras espécies de plantas  
E somos crianças no jardim de Deus.

Tudo que respira louve o Senhor!
Salmo 150,6