segunda-feira, 1 de outubro de 2012

CHÁ E BISCOITOS



Esta varanda sempre me inspira...
      As vezes vamos a lugares que nunca pensamos ir e as vezes vamos a lugares onde não pensávamos mais voltar... Então, vim outra vez à Virginia. Sempre que venho aqui gosto de sentar-me na varanda para bordar, ler ou simplesmente olhar e ouvir os sons da natureza – pássaros, esquilos, cigarras, riacho, vento – e contemplar as árvores imensas que tem ao redor da casa. 




As flores...



Sinto que é um tempo em que as coisas são unidas dentro de mim num trabalho silencioso que experimento mais ou menos, mas depois vejo os frutos.






Os esquilos...



    








As árvores...



   




Nos Estados Unidos é bom para fazer umas comprinhas – o preço é muito bom – e achar novas receitas. Desta vez eu ainda não tinha descoberto uma nova receita, mas uma manhã quando acordei a Vera estava me esperando com a receita para fazer um biscoito para o café da manhã. Ela me disse que era um biscoito tradicional na hora do chá inglês com o nome de Muffin inglês, mas aqui o chamam de Tea Biscuit -  nós já tinhamos comido dele no Tim Hortons, no Canadá. Eu o acho semelhante ao pão de minuto que temos no Brasil. Muito fácil de fazer e bom para comer no café da tarde. Então, passo para vocês a receita:

TEA BISCUIT

2 ½ xícaras (200ml) de trigo
1 colher de sobremesa de fermento quimico em pó
½ colher de chá de sal
1 colher de sopa de açúcar
½ xícara de manteiga
½ copo de leite
1 ovo
1 xícara de queijo ralado (muçarela, parmesão, minas – pode misturar o que você tiver)
1 gema para pincelar sobre os biscoitos

Modo de fazer:
Em uma tigela misture a farinha de trigo, o fermento, o sal, o açúcar e o queijo. Adicione a manteiga e misture até ficar como uma farofa. Coloque o ovo dentro do leite e bata um pouco para misturar. Depois junte à massa e amasse com as mãos. Polvilhe um pouco de farinha sobre a bancada da pia e estenda a massa com as mãos até ficar com mais ou menos 2 cm de grossura. Corte os biscoitos com o auxílio de um cortador ou com a boca de um copo. Pincele com a gema de ovo. Leve ao forno já quente por 15 minutos. Ele não deve ficar muito corado porque pode endurecer.






Experimente variar com castanhas, frutas secas ou frescas – fizemos com blueberry (mirtilo).

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

FESTIVAL DE ABÓBORAS



 Passando alguns dias nos Estados Unidos...  
Ontem fomos a um festival de abóboras numa fazenda - aqui no início do outono é tempo de colher abóboras. Ao sairmos da cidade se descortinou aos nossos olhos belas paisagens. Se no Canadá a natureza é mais serena, tranquila, na Virgínia há uma natureza exuberante porque o clima é mais quente. Saindo da estrada principal  tomamos uma estrada secundária, passando por muitas fazendas. Depois tomamos a estrada da roça propriamente dita - que aqui é asfaltada!

      Sem saber direito onde era o festival, chegamos ao mercado onde eram vendidos os produtos que a fazenda produzia e cada pessoa podia pegar de brinde 6 espigas de milho verde – gosto muito do milho verde daqui, é tão docinho! Gostei especialmente das pequenas abóboras de muitas formas, cores e tamanhos. Se eu morasse aqui ia levar um cesto dessas abóboras para casa como decoração – devem durar um bom tempo... No mercado ficamos sabendo que a fazenda era mais adiante e seguimos viagem.


      Chegando à fazenda fomos recebidos com o som da música country para a gente entrar no clima. A decoração era feita com abóboras, feno e produtos típicos, e tinha várias atrações. A principal era a colheita de abóboras - quem comprava as abóboras ia até à  plantação, num carro semelhante a uma diligência, escolher e pegar. Algumas pessoas saiam com carrinhos cheios de aboboras. Outra atração era corrida de porcos – o porco que eu escolhi foi o vencedor! E um labirinto no meio do milharal, onde eu não quiz ir porque não achei agradável a idéia de andar no meio dos pés de milho. Outras atrações: tocas de coelhos nativos; labirinto para as cabras; passeio para as crianças – os carrinhos eram tonéis puxados por um trator. Tudo bem no estilo rural do sul dos Estados Unidos.

       No final do passeio saimos da fazenda tomando milkshake de abóbora, levando para casa uma melancia comprida, folhinhas de couve e milho, muitas espigas de milho que ganhamos. Mas o melhor de tudo era a companhia. Pois, é mais importante com quem estamos do que onde estamos.
Decoração com feno e abóboras
Flores e abóboras no mercado
Local da colheita de abóboras
Labirinto das cabras

Final da corrida de porcos



Amanhã volto para o Canadá e de lá retorno  ao Brasil, com a graça de Deus. 

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

PAISAGENS CANADENSES


      É interessante o efeito que um lugar nos causa. Para mim a paisagem canadense é de uma natureza que proporciona calma, tranquilidade, e ao mesmo tempo enche os olhos de beleza. Seja a calma do campo em Smith Falls ou mesmo na cidade grande (Mississauga/Toronto)  - onde sempre encontro uma boa calçada para caminhar, o barulho da água de um chafariz, canteiros de flores e até mesmo um tranquilo jardim -,  traz para mim um ritmo bom na vida. 
   
       Há muito eu não passava um período maior de tempo aqui e o fato de poder fazer isto agora, e passar mais tempo com Verinha e Myrna,  me dá muita alegria. Alegria na convivência nos dias que passamos juntas e na viagem quando fomos partilhando a vida e sentindo o quanto somos preciosas umas para as outras. Nos dando a conhecer naquilo que as vezes a distância nos impede de fazer.

      E como é marcante a mudança das estações! Voltando a Smith Falls no último fim de semana passamos por uma região bonita, com muitas fazendas e pude ver como a paisagem estava diferente. Faltando ainda uns 10 dias para o fim do verão as árvores já começaram a ficar amarelas e a perder as folhas. Que diferença de quando estive aqui há15 dias atrás. O dia foi nublado e chuvoso, no fim da tarde soprou um vento forte e frio, mas ao olhar para o céu pela janela, além das árvores agitadas pelo vento, pude contemplar um belo arco-iris. Os últimos raios do sol banhou os campos com aquela luz dourada própria do outono.

                                                             EM SMITH FALLS

Minha mais bela foto de borboleta

A tranquilidade do lago

Borboleta na flor de cardo
Por do sol
EM REGINA

Belesa urbana
Maçãs... maçãs
NA ESTRADA
Rolos  de feno no campo
Olha que céu bonito!
Começa a aperecer as cores do outono
Parando para tirar fotos

                                                                                     EM MISSISSAUGA
Vasos na calçada


Muitos pássaros cantam neste jardim
As árvores nunca são certinhas, trazem as marcas da vida.
Cores de outono
Flores do campo na cidade
A dança das águas em meio aos prédios

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ARTE COM BOTÕES



       A Verinha, que sempre gosta de novidades, me mostrou alguns trabalhos feitos com botões que ela viu em alguns sites na internet e me disse que queria fazer um quadro com botões. A idéia dela era fazer 4 quadros com temas semelhantes para serem colocados juntos.

      Minha primeira reação foi: Como??? E pensei comigo: isso vai ficar feio, parecendo trabalho de criança! E para piorar as coisas quando a Myrna viu a imagem que ela mais tinha gostado, falou: “Verinha, é a sua cara!” Mas eu ainda estava resistente, não acreditando muito no projeto...

Aí, conversa vai, conversa vem..., me convenceram a fazer uma árvore em quatro quadros.
- “A vovó pinta a árvore e colamos os botões” – e eu já tinha comprado os botões para levar para o Brasil.

         Minha descrença se tornou ansiedade: “Como vou pintar uma árvore? Há 18 anos que eu não pinto! Mas, como resistir à Verinha quando ela quer uma coisa??? Ainda mais com a Myrna dando a maior força...

       Fomos logo comprar o material. E assim o projeto foi se tornando realidade – colamos os 4 quadros em cima da mesa, risquei a árvore e comecei a pintar. Quando terminei a pintura escolhemos os botões, colocamos no lugar e colamos com cola quente. Em 3 dias ficou pronto. 



































Para por os quadros na parede com a distancia certa entre eles,  foi preciso a ajuda do Harris.













A Verinha ficou feliz com o seu quadro... 
e não é que ficou bonito?

domingo, 2 de setembro de 2012

REGINA, CANADÁ



       Amigos, com um pouco de boa vontade podemos olhar para nossa vida e vermos como ela é cheia de surpresas, novidades... Com um rápido olhar sobre o passado podemos ver quem eramos no “ontem” da vida e quem somos hoje. Como Deus nos levou por caminhos nunca antes imaginados – caminhos fáceis ou difíceis, mas é o meu caminho, o seu caminho,  aquele que ninguém pode viver por mim ou por você.

       Regina, provincia de Saskatchewan, Canadá. Este é um dos muitos lugares deste mundo em que jamais pensei ir... mas aqui estou! Não posso dizer que é uma cidade bonita, pelo pouco que eu conheci não vi nela grande beleza natural. É uma cidade muito plana pois a provincia está situada na região das pradarias da América do Norte.

     Mas passei aqui dias tão bons que sempre terei uma boa recordação deste lugar. Tantas emoções, tantas alegrias, conversas, risos, relembrando casos familiares, experiências vividas que nos são caras... E a alegria de poder ver a realização do sonho profissional de alguém tão querido. As lutas para alcançar esse sonho, a percepção da necessidade de força e coragem para viver os desafios de uma nova carreira, nova vida. Tudo isto é motivo de grande alegria para mim... e há aquela alegria que eu não falei, aquilo que guardamos no coração como um tesouro que revelamos para poucos ou até mesmo para ninguém.

Tudo está bem quando termina bem. E se ainda não está bem é porque não terminou, estamos no processo de aprender a viver. 


terça-feira, 21 de agosto de 2012

1000 ILHAS


   

PORTO DE PARTIDA
   Ontem fizemos um passeio excelente até um local maravilhoso, perto de Ottawa: 1000 Islands. As 1000 Ilhas formam um arquipélago que fica na fronteira do Canadá com os Estados Unidos, no rio São Lourenço. Do lado canadense fica a província de Ontário e do lado americano o estado de Nova York. Segundo consta há um total de 1.864 ilhas de tamanhos variados – as maiores chegam a 40 km2, algumas têm apenas 100 m2  e é ocupada por uma única casa, e há outras ainda menores habitadas por aves aquáticas.


ILHA CORAÇÃO COM CASTELO BOLDT
      Nas 1000 Ilhas têm também uma trágica história de amor. No final do século 19 George Boldt, milionário, proprietário do famoso hotel Waldorf Astoria, em Nova York, adquiriu a pitoresca Heart Island (Ilha  Coração) –assim chamada porque têm o formato de um coração – para ali construir um castelo como presente para sua esposa, Louise. Mas antes do castelo ficar pronto, em 1904, ela morreu subitamente.  O marido ficou tão desgostoso que mandou parar a construção imediatamente e nunca mais retornou ao local - até hoje há partes do castelo sem terminar, como estava quando a obra foi parada. O castelo ficou abandonado por 73 anos e atualmente é cuidado pela administração pública local e é aberto à visitação.  
      
      Fizemos um cruzeiro de 4 horas pelas ilhas, ficamos 2 horas no castelo Boldt. A Ilha  Coração, onde está localizado o castelo, é no lado americano e para visitá-la precisamos passar pela imigração. Visitamos o castelo e seus belos jardins; depois continuamos o cruzeiro pelas ilhas. Ao retornarmos  precisamos passar pela imigração canadense para entrarmos de novo no Canadá. Visitamos outro país por 2 horas...



As fotos falam um pouco, muito pouco, da beleza do local...