sexta-feira, 12 de julho de 2013

DESTINO: BOSTON


Saímos de Smith Falls,Canadá, em uma tarde de verão e escolhemos ir por um caminho diferente, desconhecido para nós: passar pelas montanhas de Vermont. No início da viagem parecia que a estrada passava por um tapete de flores do campo. À direita e à esquerda, para onde olhávamos víamos um belo tapete de flores e os campos que se estendiam até o horizonte. Fazendas, plantações, pequenas vilas... descanso para os olhos e a alma de quem gosta da natureza.

Mas quando chegamos à Montreal nos deparamos com um dos problemas das cidades grandes: o transito. E lá ficamos nós, presos no transito por quase 2 horas, preocupados com o longo caminho que tínhamos pela frente... Quando conseguimos sair de Montreal, já perto da fronteira, passamos por belos locais, lugares onde dava vontade de parar e ficar por um tempo...


Depois da fronteira, em Vermont, pegamos uma estrada de montanha ladeada por matas. Mas pouco vimos da beleza da paisagem, pois logo começou a ficar escuro e chover. Mas entre as pancadas de chuva vimos algumas coisas belas além das matas: um breve arco-íris no céu, uma ponte sobre um rio, um belíssimo pôr do sol entre as árvores...




Depois foi só chuva muito forte até descermos a montanha. As placas na estrada avisavam que por ali atravessavam ursos, cervos e alces... perigo à vista!!!! Mas, graças a Deus, chegamos à Boston tarde da noite, muito além do horário previsto.

domingo, 30 de junho de 2013

CANADÁ

Canadá, verão de 2013…
 Mais uma vez tenho a oportunidade de estar aqui… Sinto que há algo de bom no ar, algo que ainda não se manifestou, experiências  que serão vividas durante os dias que passarei aqui. Coisas novas... coisas já vividas... encontros que alimentam a alma e despertam os sonhos.

Quando estou viajando sinto que preciso de algum tempo para me localizar, sentir que estou no lugar novo. Não sei se isto é bom ou ruim, mas sei que mudo o passo devagar.
Nestes primeiros dias tenho andado pelos arredores, explorando lugares novos na cidade, aproveitado o silêncio e a tranquilidade do lugar para dormir.

Ontem tirei as primeiras fotos das minhas queridas e belas flores do campo. Só aqui encontro perto de casa, na beira da rua, um mar de flores roxas, rosas, brancas, amarelas, azuis... Essas belas flores aproveitam o máximo a primavera e o verão e crescem, florescem em qualquer terreno baldio. Só neste pequeno campo eu contei 11 variedades de flores - provavelmente tinha muito mais. Elas nos dão o presente de sua simplicidade e beleza. São uma festa para os olhos de quem sabe ver. 
 Show de flores do campo


Estas flores são meu carinho para vocês que me acompanham.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

MEUS BOTÕES



É longa a história dos botões... desde a antiguidade foram encontrados botões feitos com osso, mas foi só no século XIII que apareceram os primeiros fabricantes e a industria de botões se firmou a partir do século XV – as primeiras fábricas apareceram na França. Ao longo do tempo foram usados os mais diversos materiais no fabrico de botões – osso, madreperola, porcelana, cerâmica, madeira, latão, pintados e adornados de perolas, prata e ouro... até chegarmos aos dias atuais quando são usados todo tipo de material para fazer botões sendo o plástico o mais comum. Houve um tempo em que a moda era forrar os botões no mesmo tecido da roupa. Os botões foram e podem ser usados como adorno, acrescentando algo mais à peça de roupa. Quanto à suas formas encontramos botões quadrados, triangulares, em formato de flor, mas, até pela praticidade o formato mais usado é o redondo – é mais fácil entrar nas casas. Os botões foram criados pela necessidade de fechar as roupas e depois como adorno. Imagine como seria fechar as roupas e ajustá-las ao corpo em um mundo sem botões e sem outras formas mais modernas como ziper ou velcro...

Minha primeira arte com botões
 Quando meus filhos eram crianças, aproveitando sobras de botões, eu fiz para o quarto deles um painel de juta – eu lembro que era uma paisagem com uma casa, árvore e criança... Já aconteceu com você pensar de repente que um dia teve alguma coisa e não se lembrar que fim levou??? Pois, é... não sei que fim levou o painel de juta... Mas o que me fez lembrar dele eu sei... é que ultimamente tenho retomado a arte de bordar com botões por causa da Verinha que gosta de botões e me pede para fazer coisas com eles.

 Necessaire com botões para a Verinha.

Nesta usei botões e bordado livre
Patchwork e botão
Enquanto bordo vou criando coisas e conversando com meus botões...

sábado, 11 de maio de 2013

PRESENTES… LEMBRANÇAS…



Há uma música que diz: “Fica sempre um pouco de perfume nas mãos que oferecem rosas, nas mãos que sabem ser generosas...” (desconheço o autor).
Essa música, que era muito cantada em grupos de jovens, me faz recordar uma fase da minha vida...
É interessante como guardamos na memória algumas coisas que nos aconteceram, algumas pessoas que passaram por nossa vida, e outras não...
Outras vão para um arquivo secreto da memória a as vezes ficam lá por toda a vida se não acontecer alguma coisa que as faça vir à tona. Não sabemos como o cérebro escolhe o que guardar na memória consciente e o que vai para o arquivo secreto ou subconsciente – são mistérios da mente humana.
Onde quero chegar refletindo sobre isto?
Quero falar de presentes e lembranças. Sempre que vou dar um presente para alguém tenho procurado dar algo que fiz,  para reter comigo e para levar, um pouco do perfume da vida à quem recebe o presente.

E quando alguém me pede para fazer algo procuro perceber, lembrar, prestar atenção, e fazer algo que tenha a ver com a vida e o jeito de ser da pessoa.
Assim...

A capa de HD externo para Valéria com o gato Amendoim.









As tulipas, simples e elegante, no jogo americano para Dora.






















... Rosas, porque ela gosta de flores;


Toalhinhas de mão para a Vera...  

Passarinho, como os que vivem no quintal de sua casa;

























Vaso de flores, lembrando os que ela tem na varanda;















Necessaire com flores, como suas jardineiras floridas.
















Assim vou bordando a vida – minha e de quem recebe minhas lembranças. Desejando que recebam também um pouco do meu carinho e querer bem.

Preste atenção ao pouco de perfume
que fica em suas mãos
quando você oferece algo do seu coração para alguém.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

OS CAMINHOS DE MINAS



    
     Para mim o caminho de Minas é um caminho de trem - passa pelos trilhos da ferrovia. Nasci e vivi até à adolescência perto dos trilhos, e o trem era o meio de transporte para irmos da fazenda até a sede do município (a cidadezinha de Antônio Dias) e cidades vizinhas. Muitas coisas importantes em minha vida aconteceram numa viagem de trem... 

     Depois que mudamos para Vitória o trem era um elo de ligação na minha história – minha infância e minha juventude – e com minha família distante, no tempo em que Vitória era para mim uma terra de exílio. Viajando de trem rever a família, matar as saudades... Pelo trem meu pai mandava sacos de laranja e outras coisas para eu não deixar de saborear os frutos da terra.

      Quando chegavamos à estação, lá estava um dos meus irmãos e o papai nos esperando com o Jeep... como era bom chegar... como era bom estar em casa... acho que eu reconhecia cada curva e cada árvore do caminho. Já pertinho da casa da fazenda eramos recebidos pelas “pedras pretas”, como duas sentinelas postadas às margens do ribeirão que nos davam as boas vindas.

 De lá pra cá muita coisa mudou, as enchentes no ribeirão mudaram seu traçado, o desmatamento assoreou a barragem, suas águas diminuiram, mas não mudaram as duas grandes pedras. E quando tudo acabar e nenhum de nós estiver vivo e ninguém mais se lembrar das experiências vividas, a casa desaparecer, e se apagar a lembrança da numerosa reunião dos netos na casa do vovô, elas ainda estarão lá como testemunhas silenciosas de tantas vidas e sonhos que por lá passaram. Os que moraram naquela terra antes de nós e os que virão depois...

       Mas há um outro caminho que não está ligado a nenhum lugar: o caminho do coração, do bem querer, que passa pela emoção, se fixa na memória e faz bem à alma e ao corpo. O caminho do encontro e re-encontro com pessoas queridas, o caminho das memórias dos lugares conhecidos desde a infância. Um caminho que fica para trás, não como perda, mas como início... início de um caminho vital, que se abre para outros caminhos, para a vida que não fica parada nos caminhos do passado. A vida que se abre para tantos outros caminhos, uns mais bem-vindos do que outros...

Mas tudo começou lá, nos caminhos de Minas... e agora forma uma rede de caminhos por onde a vida passa com alegria e esperança...

FOTOS DE MINAS

AS PAISAGENS...
Vista parcial de Antônio Dias
Rio Piracicaba
Rio Doce - da janela do trem
A fazenda da infância

... E AS FLORES
O pé de alfazema fez uma cortina de flores perfumadas
Flor nativa da beira do ribeirão
Flor de maracujá





Sem esquecer as jaboticabas!

BOAS LEMBRANÇAS FAZEM BEM!!!!
Um dia feliz para você!

quinta-feira, 28 de março de 2013

PARA MAMÃE E BEBÊ


O nascimento de uma criança é sempre algo maravilhoso porque nos traz uma mensagem de alegria, renovação da vida, nasceu mais um filho de Deus, alguém que faz parte da grande família humana. O nascimento de uma criança é sinal de esperança. Quando é o primeiro filho então...

Me alegro com a Karine que está vivendo esta experiência com o nascimento do Lucas, seu primeiro filho, um sonho realizado.

Quando nasce uma criança as pessoas amigas sempre pensam em dar um presente para o bebê e ele ganha muitas coisas que talvez nem usará pois crescem rápido e logo precisam de outras coisas. 

Eu gosto de presentear a mãe. Penso na mãe porque em meio a tanta alegria há um desgaste emocional muito grande e os nossos hormônios ficam a mil para adequar e capacitar o corpo da mulher para a experiência de ser mãe. Isso deixa a mãe muito sensível, carente, com sentimentos que ela ainda precisa elaborar, pensando se será capaz de tomar conta daquela criaturinha, seu filho.

Por isso quando se aproximava o nascimento do Lucas fiquei pensando num presente para a Karine. Como ela coleciona almofadas e gosta do patchwork crazy fiz esta almofada em tons de azul e branco. Acho que a suavidade dos tons combina com ela.


Detalhes da almofada...

















... mais detalhes.



E ela me pediu para fazer uma capa para o cartão de vacinas do Lucas. Como a família é mineira bordei um trenzinho. Acho que mineiros e trens tem tudo a ver.
 Ô trem bão, sô! 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

ALMOFADAS x INSPIRAÇÃO



Gosto de almofadas, gosto de fazer e de ter uma sempre à mão para rescostar-me. Então, sempre estou procurando um modelo novo para trocar as que eu tenho ou para dar de presente.

Mas às vezes me falta inspiração... Acho que para tudo na vida precisamos de inspiração. E quando não temos inspiração percebemos que, como muitas coisas na vida, não a governamos. Não tenho inspiração quando eu quero... Se bem que algumas vezes começo algo sem inspiração e durante o processo de fazer o que decidi ela aparece de algum lugar misterioso. Acho que a inspiração se parece com um gato que estava dormindo sobre uma almofada e ao perceber um movimento acorda e vem ver o que está acontecendo...

Mas, mesmo neste tempo sem inspiração tive ânimo para trocar alguns móveis – coisa que eu queria fazer à tempos - e aproveitando o troca troca fiz algumas almofadas. Bom, o processo de troca está em processo... 

Esta eu fiz reaproveitando o bordado de uma blusa
 que eu não ia mais usar.















E esta aproveitando retalhos.












Estas foram para a Valéria - inspiração dela.














Olha que fácil: um tecido estampado
 bordado com alinhavos coloridos.










Fiz também este porta tablet.


















Fico por aqui... estou sem inspiração...

Um grande abraço...  te desejo muita inspiração.