terça-feira, 1 de abril de 2014

BORDADO E FOTOGRAFIA


Amo bordado e fotografia! O bordado exercita minha criatividade, relaxa, alegra... E não me canso de tirar fotos de flores, paisagens, pessoas... Então gosto muito quando posso juntar as duas coisas. Não sei bem o que vem primeiro - as vezes começo um bordado e lembro de uma flor ou paisagem semelhante; outras vezes vejo a cena e penso em bordar.

Bico de papagaio.  
Esta é uma flor muito comum nos jardins das cidades do interior e dos sítios. Muito usada também na decoração natalina – vemos um bico de papagaio e logo pensamos no Natal. Comecei primeiro o bordado de um jogo americano para a Nina com uma flor de bico de papagaio estilizado. Depois fiquei procurando a flor para tirar a foto. Era época de Natal e pensei que seria muito fácil encontrar a flor. Primeiro fui ao Shopping, e nada... fui a outros lugares e também não encontrei. Parecia que ninguém teve a ideia de fazer a decoração natalina com bico de papagaio. Desisti de encontrar a flor para a foto! E eis que na noite de Natal ao chegar na igreja encontrei dois lindos vasos de bico de papagaio... a foto da flor, afinal!
 

A outra flor é de uma árvore da qual não sei o nome. Ao caminhar, no final da tarde, pelas ruas da minha cidade muitas vezes sou surpreendida por um tapete de flores na calçada. Ah... quando isto acontece... aquelas flores caídas alegram o meu dia. Um dia encontrei umas flores caídas na estreita faixa de grama ao redor do pé da árvore na beira da calçada.










 Como elas estavam espalhadas juntei-as um pouco para tirar a foto. A foto foi a inspiração para bordar estas toalhas. Quando usar as toalhas terei a mesma alegria de quando encontro as flores caídas na calçada.
















Um buquê de Bico de Papagaio...
Em fotografia e bordado.






quinta-feira, 13 de março de 2014

COISAS SIMPLES


O grande apelo da sociedade atual é ser grande, e, se não cuidarmos, o desejo de grandeza invade todas as áreas da nossa vida. Quando esse apelo do mundo encontra eco em nós vamos pouco a pouco perdendo nossa humanidade e nos tornando coisa e coisificando tudo e todos. Perdemos a liberdade, nos distanciamos de nós mesmos, não respeitamos o outro, não respeitamos a natureza.

Ainda bem que o desejo do bom e do belo permanece em nós mesmo que sufocado pelo orgulho e egoísmo. Se prestarmos atenção a esta pequena voz dentro de nós ouviremos o apelo para voltarmos às nossas raízes, viver o essencial e ser simples. A vida é simples e as vezes não a percebemos assim porque nós nos tornamos complicados.

Hoje convido você a abrir os olhos do coração, ouvir o convite do seu ser profundo para ter uma vida mais simples.

ALMOFADINHA COM CORUJA

PANO DE PRATO

CHAVEIRO DE GATINHO
Coisa simples que fiz para pessoas especiais.





























“Há quem passe por um bosque e só veja lenha para a fogueira” (Leon Tosltoi)

domingo, 23 de fevereiro de 2014

CAMINHO... CAMINHOS

A palavra caminho evoca muitas coisas… é uma palavra cheia de significados – caminhos andados... caminhos trilhados que não voltam mais... caminhos enganosos que deram num beco sem saída... caminhos que precisam ser retomados... Mas é também uma palavra aberta... supõe caminhos que ainda não fizemos, cujo chamado nos desinstala, traz novidade, nos convida a deixar o engessamento da rotina paralisante.

Não costumamos ver caminho de mesa em patchwork. Então vamos lá... fugir do lugar comum.

Para fazer um caminho de mesa em patchwork começo juntando os pedaços de tecidos que comporão o fundo - buscando a cor, a estampa, a textura combinante. Minha atenção fica voltada para a criação, a inspiração, mas no final vejo que sem querer juntei pedaços e cores que simbolizam experiências vividas, etapas da vida, caminhos trilhados e paradas para reflexão e repouso. Afinal em tudo o que fazemos deixamos um pouco de nós mesmas.

Este vai para longe... é para uma pessoa especial:  Verinha. 



Costuro o passado e presente... me lanço para o futuro... sigo bordando a vida... procurando levar cor e sabor à vida de quem passa pelo meu caminho.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

NECESSAIRE - NOVO MODELO

     Às vezes acontece que na correria da vida vamos sempre deixando alguma coisa para fazer depois, seja decisões e providências que precisamos tomar na vida ou o cuidado que preciso ter comigo mesma, e chega à desordem que as vezes toma conta das gavetas, livros, armários... e sem a gente perceber vai nos pesando. Então, um belo dia, nos damos conta que temos coisas que não nos servem mais, que  se tornaram como uma roupa velha que preciso deixar para trás. 
Isto acontece também no nosso interior. Descobrimos que precisamos arrumar as "gavetas" da nossa mente e deixar atitudes, pensamentos, sentimentos... que nos atrapalham. Aí chega o momento que, por uma necessidade interna ou externa, precisamos tirar um tempo para arrumar o que ficou desarrumado. 

Eu experimento que quando o ambiente em que vivo está em ordem me ajuda a repousar e a ordenar o meu interior. O que está fora ajuda o que está dentro e vice-versa. Mas sempre deixo algum canto meio desarrumado para lembrar-me que a vida nunca fica arrumada como gostaríamos.

Esta desordem costuma acontecer também na bolsa que levamos diariamente e especialmente quando vamos viajar. Coisa estressante é procurar algo solto dentro de uma bolsa grande - tenho vontade de virar tudo para achar o que quero.

A pedido da Vera, que viaja muito, fiz esta necessaire que ajuda a deixar a bolsa arrumada.

DETALHES DO MODELO
PARTE INTERNA - fiz as bolsinhas do meio com tecido
 transparente para ver com facilidade o que está dentro.











PARTE EXTERNA









NECESSAIRE FECHADA
Fiz esta para alegrar quem gosta de vermelho e brilho...
   Desejo que você se livre de tudo o que pesa... 
que sua vida seja leve!!!!

domingo, 19 de janeiro de 2014

ENCONTRANDO MEU RITMO

Tempo... tempo... de tempos em tempos precisamos dar um tempo... andar num ritmo mais lento, saborear a vida sem outro motivo que o privilégio de viver. 
Tenho vivido esta experiência... digo que estou de férias em casa... sem compromisso... fazendo o que gosto.

Você já percebeu que temos um relógio interno que marca o nosso tempo, nos faz viver com pressa, sem saborear a vida e nos esgota pelo cansaço do "tenho que fazer...". Pois é... eu tenho este relógio interno e estou fazendo o exercício de não deixar que ele determine minha vida.

Pouco a pouco estou retomando o ritmo - espero que em outro ritmo, num outro passo de dança...
E no meu ritmo tenho feito alguns trabalhos sem outro compromisso a não ser o prazer de fazer. 

Fiz esta bolsa para a recepcionista da minha médica. Sempre faço coisas para pessoas queridas que de alguma forma me retribuem. No Natal quis fazer a experiência de dar a quem não vai me retribuir, a quem mal conheço, só para alegrá-la.





E mimos para pessoas queridas amantes de gatos: a lixeirinha de carro para Valéria... 









...e a almofada para Denise.









Desejo que em 2014 você encontre seu ritmo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CASA E LAR

Estar em casa é estar num lugar ao qual se pertence, um lugar em que nos sentimos bem e seguros. Casa é um lugar, mas sempre envolve também estarmos com pessoas queridas e às vezes nos sentimos em casa quando estamos na casa de uma pessoa querida.

Todos nós precisamos estar em casa, ter um lugar onde chamar de lar. Outro dia conversando com uma amiga ela falava que por ter saído de casa muito cedo e ter vivido em diversos lugares sem ter se enraizado em nenhum, experimenta viver sem raízes, sem lar. Eu a compreendi perfeitamente, pois também experimentei isto e muitas vezes senti que não pertencia de fato a lugar algum...

Eu penso que para nossa casa ter vida ela precisa de equilíbrio entre organização e desorganização como fala Carlos Drummond de Andrade na poesia CASA ARRUMADA:
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
A casa assim arrumada me ajuda a ter equilíbrio interior e descansar.

Nossa casa pode ser grande com varanda e jardim - no campo ou na cidade – ou pode ser um pequeno apartamento. O importante é nos sentir bem dentro dela, e para isto precisamos arrumá-la do nosso jeito, com a nossa “cara”. Para que os  que vierem nos visitar possam reconhecê-la como nossa.

Eu fiz este pequeno panô para colocar na porta de casa. A inspiração veio de um quadrinho que vi na casa da Míriam e Caleb, no Canadá – lugar onde eles procuram fazer o seu lar. Afinal de contas o importante é florescer onde Deus nos plantar.




Quadrinho da Míriam



HOME: em inglês quer dizer casa, lar, o conforto de estar em casa.




“Vossa casa é a extensão do vosso corpo”. 
(Khalil Gibran)


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ESCAPULÁRIO DE PORTA

      O termo escapulário vem de escápulas (osso que fica próximo aos ombros); para os católicos o escapulário é um símbolo de consagração religiosa. Usar o escapulário significa um pedido de proteção e uma atitude de consagração a Deus. O escapulário consiste em duas imagens, unidas entre si por um cordão.

     Colocar o escapulário na porta da casa significa que queremos consagrar nossa casa e os que nela habitam ao Senhor. Serve também para nos lembrar de fazermos uma oração ao sairmos de casa pedindo a proteção de Deus para o dia, o trabalho, o lazer, etc. E ao voltarmos para casa ele nos recorda que precisamos agradecer o dia, o dom da vida, as alegrias, as lutas vencidas, a proteção recebida. Enfim, ao olharmos um escapulário na porta ele nos lembra de que precisamos orar.


Este foi o primeiro que fiz - a pedido da Valéria. Gostei muito de fazer, pois enquanto fazia ficava pensando em sua finalidade, de certa forma o fiz em oração.