segunda-feira, 17 de agosto de 2015

FRONHA E MÓBILE

Uma vez eu li um livro com o título “A vida tem a cor que você pinta”. Não lembro mais do conteúdo do livro, mas guardei o título. Às vezes tudo o que você precisa guardar de um livro é o título. Outras vezes guardamos o conteúdo e esquecemos o título. Nossa memória é seletiva.

Acho que guardei o título porque sempre o coloco em prática. Realmente mesmo se a vida nos levar por caminhos difíceis é necessário colorir a vida. Sempre há coisas boas e, se as valorizamos, as coisas boas são mais poderosas que as ruins. Outro dia li um artigo que falava sobre um estudo onde foi comprovado que descobrir o belo ao nosso redor ajuda no combate a depressão.

Falando em colorir a vida... eu gosto da mistura de cores fortes, mas precisamos variar até no gosto pelas cores. Então, fiz esta fronha em patchwork e móbile com flor de fuxico em tons mais claros.



Vamos colorir a vida!!!!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ALGO ESPECIAL

Todos nós temos alguém e algo que percebemos ser especial. Especial é a vida, o amor, a família, os amigos - pessoas que nos alegram e ajudam a nos tornarmos quem somos.
Especial também são as coisas que gostamos, algo que criamos, saborear a vida, contemplar o belo, fazer o bem, estar com quem amamos, sonhar e realizar os sonhos, ocupar nosso lugar único na vida e no mundo. Isto é especial.

Eu tenho muitas pessoas especiais em minha vida.  Pessoas que me ensinam a viver, a me tornar uma pessoa melhor; pessoas que me acompanham, de perto ou de longe.
Uma destas pessoas especiais é minha irmã Zélia. O que mais admiro nela é a força, fé e motivação para vencer as dificuldades e viver com alegria. 
Ela sabe bordar muito bem e ama fazer ponto cruz. E como eu não estou num tempo de fazer ponto cruz ela bordou para mim estes panos de prato com motivos que retratam a simplicidade da vida. Amo isto!
Eles vão alegrar minha cozinha.
"Força, em frente, a vida é um caminho, penoso, mas bonito. E tem um sentido”. 
Papa Francisco

domingo, 12 de julho de 2015

DE PONTO EM PONTO

Estou num tempo de fazer bordado livre...

E como há um grande número de pontos neste tipo de bordado podemos variar bastante e o trabalho não fica monótono. Vamos viajando de ponto a ponto... tecendo o que queremos ou que temos inspiração. Outra coisa boa é que podemos fazer o bordado livre em qualquer tipo de tecido – dos mais finos até os panos de prato em tecido de saco. Estas almofadas foram feitas em algodão cru.

Montei os riscos conforme o meu gosto. Comecei com uma flor maior no centro e em volta dela fui colocando outras flores, seguindo minha intuição e pensando nas flores que eu gosto mais. Bordei com pontos variados.
Para fazer esta outra me inspirei numa almofada que vi na internet. Segui o desenho do caracol, mas fui colocando as imagens de minha preferência. Ao desenhá-la pensei na criação do mundo. Os corações no centro lembram que Deus tudo criou por amor. Montei o resto pensando nas coisas que gosto de ver, que me alegram. A alegria em mim reflete um pouco da alegria de Deus ao criar este mundo tão vasto e belo, mas que está tão maltratado. Na criação tudo está interligado numa sinfonia de amor. Amor que vem do Criador e se derrama sobre o mundo.
E enfeitaram minha casa.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

AH, A NATUREZA!!!

E chegou o dia de voltar ao Brasil... Pela manhã fomos caminhar num parque  à beira do rio Rideau. Que lugar bonito! O rio, os pássaros, as flores do campo, os pendões levados pelo vento, a vegetação... Essas paisagens consolam o meu coração no dia da partida... alivia o aperto no peito da saudade antecipada dos que deixarei aqui. Caminhando pela trilha vejo o cuidado que os canadenses têm com a natureza. Nas áreas de brejo eles não aterraram pra fazer o caminho. Fizeram uma espécie de passadiço de madeira, um pouco elevado do solo para não atrapalhar o fluxo da água. Os caminhos de madeira me trazem boas lembranças de outro lugar por onde andei, aqui no Canadá.

Gosto da forma como eles lidam com o espaço urbano. Sempre há um espaço para o verde... nas casas, nas ruas, nos parques... é fácil encontrar uma área verde por onde podemos caminhar e descansar os olhos.

Caminhando por aqui não posso deixar de pensar em como estamos longe disso. Como nossas ruas, casas e prédios são desertos. Parece que queremos cimentar tudo para não dar trabalho, ou pior, vemos as plantas como algo que precisa sair do caminho. Nossas poucas praças são mal cuidadas. Mas vamos sonhar o sonho de ver o nosso Brasil, tão lindo, um pouco mais bem cuidado.
Sonhar é preciso...
Fazer é preciso...

Show de imagens











“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras.”

São Francisco de Assis

quinta-feira, 25 de junho de 2015

IMPROVISANDO

Improvisar é a arte de criar aproveitando o que temos. Aproveitar os recursos da vida, da casa, da natureza, sem desperdício. Aproveitar os recursos de forma criativa é algo natural em mim, pois em minha família fomos acostumados a ter e conviver com o necessário, tirando o melhor proveito de tudo, sem desperdício. Assim aprendi a desenvolver minha criatividade e a precisar de pouco para viver.

Por exemplo...

Na viagem para o Canadá eu trouxe apenas algumas meadas de linha para terminar um trabalho. Quando a Vera me pediu para fazer alguns panos de bandeja para cobrir alimentos e outros usos, fiquei pensando em como ia fazer, pois não tinha material. E nas muitas atividades que estávamos fazendo não tínhamos tempo pra procurar. Então, procurei nos restos das coisas que fiz quando estive aqui no ano passado e encontrei um tecido bom para fazer os paninhos. Mas não tinha riscos de bordado nem linha e agulha de crochê para o acabamento...

O tecido deu pra fazer três panos. O primeiro eu risquei a mão livre e aproveitei um resto de linha azul que eu trouxe. Os outros dois tirei o risco de um livro infantil de colorir. Depois que terminei os bordados fomos procurar linha e agulha pra fazer o acabamento com um biquinho de crochê. Achamos a agulha, mas não achamos a linha. Incrível! Por causa do clima frio encontramos uma grande variedade de lãs, mas linha para crochê não é comum. Então, resolvi colocar uma sinhaninha em volta pra fazer o acabamento. 
E todos gostaram...





Vamos aproveitar as sobras e cooperar com a natureza.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

ESTAÇÕES DO ANO E DA VIDA

    É bonito ver o movimento da vida... aquilo que vimos ontem não é igual ao que vemos hoje. Mesmo quando voltamos a algum lugar já visto percebemos que ele está diferente e nós estamos diferentes. Principalmente se for num lugar em que as estações do ano forem bem diferenciadas.

    Há dez meses atrás caminhei ao redor de um lago em Ottawa, Canadá, onde vivi boas experiências... Agora volto ao mesmo lago e sou convidada a ver coisas diferentes das que vi na última vez. Antes vi muitas flores do campo, borboletas e os sons da natureza em pleno verão. Agora o que predomina são os dentes de leão, considerado uma praga para os canadenses, mas que eu acho bonito. Os gramados ficam cobertos de flores amarelas e as sementes que voam levadas pelo vento. E os pés de lilás, com belas e perfumadas flores – que eu nunca tinha visto ao vivo. Os cantos de diferentes pássaros enchem o ar celebrando o sol de primavera. A natureza canta, renasce, depois do longo inverno.

     É interessante ver a dança das flores... cada uma a seu tempo. Quando cheguei era o tempo das árvores floridas e as tulipas, depois os lilases, o allium, as iris, os belos rododendros... agora florescem as peônias. Até o dia de minha volta ao Brasil será o momento da dança de outras flores. 
Viajando para Boston, Estados Unidos, numa parada para lanche à beira da estrada encontrei um belo canteiro de Iris. Impossível resistir... literalmente deitei no chão para fotografa-las com o céu ao fundo. 


TULIPAS









DENTES DE LEÃO
SEMENTES AO VENTO
LILÁS
ALLIUM
CANTEIRO DE IRIS
IRIS E O CÉU
RODODENDRO
PEONIAS
ENTRE AS FLORES DO CAMPO
Bom é viver!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

TEMPO DE CRIANÇA

Houve um tempo na minha vida em que eu sempre estava fazendo coisas pra bebê e pra crianças. Primeiro os sobrinhos e depois os filhos e netos. Aprendi a fazer tricô e biquinhos de crochê em roupinhas de criança - no tempo em que todo o enxoval do bebê era feito em casa e muitas vezes à mão.

Como o tempo passa rápido... os sobrinhos, filhos e netos cresceram e eu parei de fazer coisas pra crianças. Mas agora vêm os bisnetos... ah, e também a Ana Luz, filha da Adriana. Então, de vez em quando estou fazendo coisas pra criança. Fazer coisas pra crianças é para mim um religar o passado com o presente, renovando a vida.

Nas horas de folga na viagem, fiz estas fronhas para o travesseirinho do Miguel. Uma com o tema de transportes e a outra com o urso marinheiro – copiei o motivo do urso de um trabalho da Nina.


Tudo neste mundo tem seu tempo,
cada coisa tem a sua ocasião.

Eclesiastes 3,1