domingo, 19 de janeiro de 2014

ENCONTRANDO MEU RITMO

Tempo... tempo... de tempos em tempos precisamos dar um tempo... andar num ritmo mais lento, saborear a vida sem outro motivo que o privilégio de viver. 
Tenho vivido esta experiência... digo que estou de férias em casa... sem compromisso... fazendo o que gosto.

Você já percebeu que temos um relógio interno que marca o nosso tempo, nos faz viver com pressa, sem saborear a vida e nos esgota pelo cansaço do "tenho que fazer...". Pois é... eu tenho este relógio interno e estou fazendo o exercício de não deixar que ele determine minha vida.

Pouco a pouco estou retomando o ritmo - espero que em outro ritmo, num outro passo de dança...
E no meu ritmo tenho feito alguns trabalhos sem outro compromisso a não ser o prazer de fazer. 

Fiz esta bolsa para a recepcionista da minha médica. Sempre faço coisas para pessoas queridas que de alguma forma me retribuem. No Natal quis fazer a experiência de dar a quem não vai me retribuir, a quem mal conheço, só para alegrá-la.





E mimos para pessoas queridas amantes de gatos: a lixeirinha de carro para Valéria... 









...e a almofada para Denise.









Desejo que em 2014 você encontre seu ritmo!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

CASA E LAR

Estar em casa é estar num lugar ao qual se pertence, um lugar em que nos sentimos bem e seguros. Casa é um lugar, mas sempre envolve também estarmos com pessoas queridas e às vezes nos sentimos em casa quando estamos na casa de uma pessoa querida.

Todos nós precisamos estar em casa, ter um lugar onde chamar de lar. Outro dia conversando com uma amiga ela falava que por ter saído de casa muito cedo e ter vivido em diversos lugares sem ter se enraizado em nenhum, experimenta viver sem raízes, sem lar. Eu a compreendi perfeitamente, pois também experimentei isto e muitas vezes senti que não pertencia de fato a lugar algum...

Eu penso que para nossa casa ter vida ela precisa de equilíbrio entre organização e desorganização como fala Carlos Drummond de Andrade na poesia CASA ARRUMADA:
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar.
A casa assim arrumada me ajuda a ter equilíbrio interior e descansar.

Nossa casa pode ser grande com varanda e jardim - no campo ou na cidade – ou pode ser um pequeno apartamento. O importante é nos sentir bem dentro dela, e para isto precisamos arrumá-la do nosso jeito, com a nossa “cara”. Para que os  que vierem nos visitar possam reconhecê-la como nossa.

Eu fiz este pequeno panô para colocar na porta de casa. A inspiração veio de um quadrinho que vi na casa da Míriam e Caleb, no Canadá – lugar onde eles procuram fazer o seu lar. Afinal de contas o importante é florescer onde Deus nos plantar.




Quadrinho da Míriam



HOME: em inglês quer dizer casa, lar, o conforto de estar em casa.




“Vossa casa é a extensão do vosso corpo”. 
(Khalil Gibran)


segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ESCAPULÁRIO DE PORTA

      O termo escapulário vem de escápulas (osso que fica próximo aos ombros); para os católicos o escapulário é um símbolo de consagração religiosa. Usar o escapulário significa um pedido de proteção e uma atitude de consagração a Deus. O escapulário consiste em duas imagens, unidas entre si por um cordão.

     Colocar o escapulário na porta da casa significa que queremos consagrar nossa casa e os que nela habitam ao Senhor. Serve também para nos lembrar de fazermos uma oração ao sairmos de casa pedindo a proteção de Deus para o dia, o trabalho, o lazer, etc. E ao voltarmos para casa ele nos recorda que precisamos agradecer o dia, o dom da vida, as alegrias, as lutas vencidas, a proteção recebida. Enfim, ao olharmos um escapulário na porta ele nos lembra de que precisamos orar.


Este foi o primeiro que fiz - a pedido da Valéria. Gostei muito de fazer, pois enquanto fazia ficava pensando em sua finalidade, de certa forma o fiz em oração.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

PAISAGEM DE OUTONO


Foto by Vera Diniz



Cores de outono… uma amizade… uma viagem…







Foto by Vera Diniz
Como é bela uma paisagem de outono quando a natureza se pinta de cores que vão do amarelo ao vermelho, com umas pinceladas de verde. O Artista jogou as cores de tinta numa combinação perfeita! A emoção viaja na beleza da natureza... 

A primeira vez que vi a natureza assim colorida foi em Fiuggi, na Itália, e estava com a Beth. A Beth é uma amiga de muitos, muitos anos. Tantas coisas vivemos juntas... vencemos limites, paramos em barreiras... Nossa amizade, como acontece com as amizades duradouras, passou por muitas coisas, mas resistiu aos encontros e desencontros da vida.

Beth foi a responsável por me levar em muitas viagens, a muitos lugares deste vasto mundo... ajudando-me de todas as formas possíveis. Somos muito diferentes uma da outra, mas esta diferença nunca impediu nossa amizade.

E quando ela me pediu para fazer uma almofada me veio a ideia de bordar uma paisagem de outono, pois sei o quanto ela gosta. Que ao olhar para esta almofada ela possa se alegrar pela lembrança de tantos lugares lindos por onde ela foi em suas inúmeras viagens, e também ter presente o meu carinho.




Fiz a almofada em patchwork crazzy. Esta técnica de patch é bela e demorada. Depois de escolher um tema monto o fundo, como de fosse o fundo de uma tela de pintura, com retalhos de cores mais ou menos harmoniosas. Acho esta parte a mais difícil, pois faço isto um pouco às cegas, sem saber qual vai ser o resultado final. Costuro os retalhos do fundo à mão em pontos de bordado – neste estagio sou tentada a abandonar o trabalho porque não vejo beleza nenhuma e fico pensando que não vai dar em nada. Depois monto o motivo do tema – nesta almofada os galhos de arvore. Por fim fui colocando as folhas, combinando as cores... e a beleza começou a aparecer! No final saiu esta combinação de cores, para mim ficou perfeita, não mudaria nada. 

Um trabalho de patchwork crazzy é único. Mesmo se eu quiser não conseguirei fazer outra almofada exatamente igual a esta. 

domingo, 3 de novembro de 2013

TORTA BOMBOM PRESTIGIO

Quando viajo sempre gosto de descobrir coisas novas. Novos lugares, ou ver um lugar já visto de uma forma nova ou em outra estação do ano. Reencontrar pessoas, conhecer novas, e ver coisas bonitas que as pessoas estão fazendo. Gosto também de descobrir novas receitas.

Achei esta receita no jornalzinho da igreja em Ipatinga – não anotei o nome de quem publicou, e também já fiz minhas mudanças... É para quem gosta do bombom Prestigio – coco e chocolate. Como a receita era muito simples e parecia boa resolvi fazer no meu aniversário. Foi um sucesso, ficou muito gostosa.

A receita dá uma torta pequena – para 8 pessoas. Fiz numa forma com fundo removível de 22 centímetros de diâmetro.

RECEITA

Massa:
200gr de biscoito recheado sabor chocolate.
1 colher de sopa de manteiga derretida.
Triture os biscoitos no liquidificador, junte a manteiga e amasse. Forre uma forma com fundo removível ou um pirex. Leve ao forno por 10 minutos.

Recheio:
1 lata (300gr) de leite condensado
100gr de coco ralado
1colher de sopa de manteiga.
Leve ao fogo em uma panela mexendo sempre por alguns minutos – fica pronto rapidinho. Deixe esfriar um pouco e coloque sobre a massa.

Cobertura:
150gr de chocolate meio amargo
1 caixinha (200gr) de creme de leite
Derreta o chocolate em banho-maria, retire do fogo e junte o creme de leite mexendo até misturar bem. Coloque sobre a torta e leve à geladeira por pelo menos 8 horas. Se quiser gelar mais rápido deixe por 30 minutos no congelador.



Se quiser decore com coco natural ralado.










E gosto também de ganhar presentes... 
veja este lindo pano de fogão, bordado em ponto cruz, que a Zélia fez para mim. Um belo presente de aniversário, mais valioso ainda pelo amor com que ela bordou.

domingo, 6 de outubro de 2013

UMA MÁQUINA DE COSTURA


Acho uma máquina de costura um objeto mágico, pois com ela podemos fazer o que nossa imaginação criar em trabalhos manuais e roupas. Com ela podemos fazer tantas coisas... e isto nos dá liberdade – se quero uma roupa deste ou daquele modelo não dependo de encontra-la para comprar, eu a faço.

Para minhas irmãs Ester e Zélia uma máquina de costura foi o instrumento de trabalho que ajudou a sustentar a família. Eu nunca fui uma costureira profissional, mas sempre fiz todas as roupas para minha família. Meu filho fala que quando ele era adolescente os amigos elogiavam e perguntavam onde ele comprava as roupas – eram modelos exclusivos da mãe.

 Essa história de amor com uma máquina de costura vai se repetindo por gerações na família. Lembro-me da minha mãe costurando todas as roupas de nossa numerosa família. Hoje vejo a alegria da Nina que está descobrindo o que ela pode criar com uma máquina de costura... E a Verinha que sempre fica desejando uma máquina e desejando aprender a fazer coisas com ela. Um dia ela vai chegar lá...

Quando a Elza me pediu para fazer uma capa para sua máquina de costura eu gostei muito da ideia. Então eu só podia bordar uma máquina de costura antiga parecida com aquela onde eu, criança ainda, costurei os primeiros pontos e fiz roupas de boneca na velha  máquina de mão da minha mãe.

Para completar transcrevo um texto da Zélia sobre a máquina de costura e sua vida da costureira.

 MÁQUINA DE COSTURA 

“Linhas e linhas nas linhas da alma. O artesanato das mãos atingia as origens de nossas causas. O que bordávamos no pano bordávamos mesmo era dentro de nós. Em cada desenho entrelaçado de linhas, o entrelaçamento das tramas que são próprias da vida real. Os ciúmes, os desejos secretos, os medos sem causa, os justificáveis. Em cada linha  e cor, um respiro de esperança, um pedacinho de dor. Sou mulher de bordados extensos. Nunca temi a demora das tramas. Enquanto isso eu envelheço. À minha querida sobrinha Neuza, muito obrigada pelo presente: a réplica de uma máquina de costura, uma caixinha de música. Esse presente me fez lembrar o quanto uma máquina de costura foi minha companheira por toda minha vida.”

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

PAVÊ DE COCO


Cada família tem suas receitas preferidas, não é mesmo? Eu tenho esta receita de pavê de coco há muito tempo – nem lembro quem me deu – e já fiz muitas vezes nas comemorações de aniversário e Natal. Ela é simples e fica muito gostosa. É a sobremesa preferida da Valéria e por isto eu fiz no aniversário dela. O pavê ficou com essa cor amarelada porque fiz com ovos caipira que tem gemas bem amarelas.

PAVÊ DE COCO
Ingredientes:

2 latas de creme de leite (300gr cada)
3 ovos
3 colheres de sopa de manteiga
11 colheres de sopa de açúcar refinado
100gr de coco ralado
1 colher de chá de baunilha
200gr de biscoito maria ou maisena – melhor ainda se for biscoito de leite e coco.

Em uma tigela junte as gemas, 8 colheres de açúcar, a manteiga e a baunilha. Bata por cerca de 5 minutos. Deixe na geladeira.

Em outra tigela maior bata as claras em neve, 3 colheres de açúcar e junte o creme de leite gelado e sem o soro – leve o creme de leite à geladeira por cerca de 24 horas antes para separar o soro.
Junte o creme de gemas reservado, batendo até misturar bem.

Em uma tigela refratária coloque uma camada do creme, uma camada de biscoito e polvilhe coco ralado por cima. Repita esta sequencia - a última camada deve ser de creme com coco ralado polvilhado por cima.

Leve ao congelador. Antes de servir deixe por cerca de ½ hora na geladeira para ficar na consistência ideal...

...E SABOREIE ESTA DELICIA!!!