domingo, 12 de julho de 2015

DE PONTO EM PONTO

Estou num tempo de fazer bordado livre...

E como há um grande número de pontos neste tipo de bordado podemos variar bastante e o trabalho não fica monótono. Vamos viajando de ponto a ponto... tecendo o que queremos ou que temos inspiração. Outra coisa boa é que podemos fazer o bordado livre em qualquer tipo de tecido – dos mais finos até os panos de prato em tecido de saco. Estas almofadas foram feitas em algodão cru.

Montei os riscos conforme o meu gosto. Comecei com uma flor maior no centro e em volta dela fui colocando outras flores, seguindo minha intuição e pensando nas flores que eu gosto mais. Bordei com pontos variados.
Para fazer esta outra me inspirei numa almofada que vi na internet. Segui o desenho do caracol, mas fui colocando as imagens de minha preferência. Ao desenhá-la pensei na criação do mundo. Os corações no centro lembram que Deus tudo criou por amor. Montei o resto pensando nas coisas que gosto de ver, que me alegram. A alegria em mim reflete um pouco da alegria de Deus ao criar este mundo tão vasto e belo, mas que está tão maltratado. Na criação tudo está interligado numa sinfonia de amor. Amor que vem do Criador e se derrama sobre o mundo.
E enfeitaram minha casa.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

AH, A NATUREZA!!!

E chegou o dia de voltar ao Brasil... Pela manhã fomos caminhar num parque  à beira do rio Rideau. Que lugar bonito! O rio, os pássaros, as flores do campo, os pendões levados pelo vento, a vegetação... Essas paisagens consolam o meu coração no dia da partida... alivia o aperto no peito da saudade antecipada dos que deixarei aqui. Caminhando pela trilha vejo o cuidado que os canadenses têm com a natureza. Nas áreas de brejo eles não aterraram pra fazer o caminho. Fizeram uma espécie de passadiço de madeira, um pouco elevado do solo para não atrapalhar o fluxo da água. Os caminhos de madeira me trazem boas lembranças de outro lugar por onde andei, aqui no Canadá.

Gosto da forma como eles lidam com o espaço urbano. Sempre há um espaço para o verde... nas casas, nas ruas, nos parques... é fácil encontrar uma área verde por onde podemos caminhar e descansar os olhos.

Caminhando por aqui não posso deixar de pensar em como estamos longe disso. Como nossas ruas, casas e prédios são desertos. Parece que queremos cimentar tudo para não dar trabalho, ou pior, vemos as plantas como algo que precisa sair do caminho. Nossas poucas praças são mal cuidadas. Mas vamos sonhar o sonho de ver o nosso Brasil, tão lindo, um pouco mais bem cuidado.
Sonhar é preciso...
Fazer é preciso...

Show de imagens











“Louvado sejas, meu Senhor, pela nossa irmã, a mãe terra, que nos sustenta e governa e produz variados frutos com flores coloridas e verduras.”

São Francisco de Assis

quinta-feira, 25 de junho de 2015

IMPROVISANDO

Improvisar é a arte de criar aproveitando o que temos. Aproveitar os recursos da vida, da casa, da natureza, sem desperdício. Aproveitar os recursos de forma criativa é algo natural em mim, pois em minha família fomos acostumados a ter e conviver com o necessário, tirando o melhor proveito de tudo, sem desperdício. Assim aprendi a desenvolver minha criatividade e a precisar de pouco para viver.

Por exemplo...

Na viagem para o Canadá eu trouxe apenas algumas meadas de linha para terminar um trabalho. Quando a Vera me pediu para fazer alguns panos de bandeja para cobrir alimentos e outros usos, fiquei pensando em como ia fazer, pois não tinha material. E nas muitas atividades que estávamos fazendo não tínhamos tempo pra procurar. Então, procurei nos restos das coisas que fiz quando estive aqui no ano passado e encontrei um tecido bom para fazer os paninhos. Mas não tinha riscos de bordado nem linha e agulha de crochê para o acabamento...

O tecido deu pra fazer três panos. O primeiro eu risquei a mão livre e aproveitei um resto de linha azul que eu trouxe. Os outros dois tirei o risco de um livro infantil de colorir. Depois que terminei os bordados fomos procurar linha e agulha pra fazer o acabamento com um biquinho de crochê. Achamos a agulha, mas não achamos a linha. Incrível! Por causa do clima frio encontramos uma grande variedade de lãs, mas linha para crochê não é comum. Então, resolvi colocar uma sinhaninha em volta pra fazer o acabamento. 
E todos gostaram...





Vamos aproveitar as sobras e cooperar com a natureza.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

ESTAÇÕES DO ANO E DA VIDA

    É bonito ver o movimento da vida... aquilo que vimos ontem não é igual ao que vemos hoje. Mesmo quando voltamos a algum lugar já visto percebemos que ele está diferente e nós estamos diferentes. Principalmente se for num lugar em que as estações do ano forem bem diferenciadas.

    Há dez meses atrás caminhei ao redor de um lago em Ottawa, Canadá, onde vivi boas experiências... Agora volto ao mesmo lago e sou convidada a ver coisas diferentes das que vi na última vez. Antes vi muitas flores do campo, borboletas e os sons da natureza em pleno verão. Agora o que predomina são os dentes de leão, considerado uma praga para os canadenses, mas que eu acho bonito. Os gramados ficam cobertos de flores amarelas e as sementes que voam levadas pelo vento. E os pés de lilás, com belas e perfumadas flores – que eu nunca tinha visto ao vivo. Os cantos de diferentes pássaros enchem o ar celebrando o sol de primavera. A natureza canta, renasce, depois do longo inverno.

     É interessante ver a dança das flores... cada uma a seu tempo. Quando cheguei era o tempo das árvores floridas e as tulipas, depois os lilases, o allium, as iris, os belos rododendros... agora florescem as peônias. Até o dia de minha volta ao Brasil será o momento da dança de outras flores. 
Viajando para Boston, Estados Unidos, numa parada para lanche à beira da estrada encontrei um belo canteiro de Iris. Impossível resistir... literalmente deitei no chão para fotografa-las com o céu ao fundo. 


TULIPAS









DENTES DE LEÃO
SEMENTES AO VENTO
LILÁS
ALLIUM
CANTEIRO DE IRIS
IRIS E O CÉU
RODODENDRO
PEONIAS
ENTRE AS FLORES DO CAMPO
Bom é viver!!!

segunda-feira, 1 de junho de 2015

TEMPO DE CRIANÇA

Houve um tempo na minha vida em que eu sempre estava fazendo coisas pra bebê e pra crianças. Primeiro os sobrinhos e depois os filhos e netos. Aprendi a fazer tricô e biquinhos de crochê em roupinhas de criança - no tempo em que todo o enxoval do bebê era feito em casa e muitas vezes à mão.

Como o tempo passa rápido... os sobrinhos, filhos e netos cresceram e eu parei de fazer coisas pra crianças. Mas agora vêm os bisnetos... ah, e também a Ana Luz, filha da Adriana. Então, de vez em quando estou fazendo coisas pra criança. Fazer coisas pra crianças é para mim um religar o passado com o presente, renovando a vida.

Nas horas de folga na viagem, fiz estas fronhas para o travesseirinho do Miguel. Uma com o tema de transportes e a outra com o urso marinheiro – copiei o motivo do urso de um trabalho da Nina.


Tudo neste mundo tem seu tempo,
cada coisa tem a sua ocasião.

Eclesiastes 3,1

quinta-feira, 21 de maio de 2015

AS BELAS TULIPAS


Fui pela primeira vez ao Festival de Tulipas em Ottawa, Canadá, em 2011. Volto agora em 2015, e vejo mais uma vez que é impossível não se maravilhar com o espetáculo de beleza dessas flores. A tulipa é uma das minhas flores favoritas e acho um privilégio a oportunidade de voltar a esse festival. O que me encanta na tulipa é sua beleza na simplicidade. A abertura de suas pétalas para o alto me recorda a necessidade de me abrir assim para Deus, o autor da beleza.

Este ano comemoramos os 70 anos do término da Segunda Guerra Mundial.  Relembrando o acontecimento foi entregue na entrada do jardim onde fomos (o festival acontece em vários locais da cidade) um folheto contando a história de como a tulipa se tornou a flor oficial de Ottawa. Eu trago pra vocês, em tradução livre, um resumo dessa história.

Tulipa, um legado de 70 anos.
Durante setenta anos a Holanda enviou para o Canadá milhares de bulbos de tulipas (a flor símbolo do país) como sinal de gratidão e amizade a população canadense. Isso foi uma forma de agradecer pelo sacrifício dos soldados canadenses na luta pela libertação da Holanda do domínio nazista na Segunda Guerra Mundial. Durante a guerra no que ficou conhecido como “inverno da fome” o povo holandês precisou comer bulbos de tulipa para sobreviver.

O presente
Com a ocupação nazista a Família Real Holandesa fugiu para a Inglaterra e mais tarde buscou refúgio na região de Ottawa, Canadá. Quando a Holanda foi liberta da ocupação nazista em maio de 1945, a princesa Juliana (que em 1948 se tornou rainha da Holanda) retornou ao seu país. Como sinal de gratidão ao povo canadense ela doou 100.000 bulbos de tulipa para que a amizade existente entre os dois países fosse permanente.

O símbolo
Atualmente a tulipa é a flor símbolo da amizade internacional, e a flor oficial da cidade de Ottawa, capital do Canadá. Dezenas de variedades de cores embelezam seus jardins em maio, na primavera. Em 1953 o famoso fotógrafo Malik Karsh, impressionado pela beleza das tulipas, sugeriu a realização de um festival anual para celebrar a história da tulipa no Canadá.

As fotos são de 2011 e 1015.



  








Desejo que sua vida seja simples e bela
como uma tulipa.

sábado, 9 de maio de 2015

DESEJAR O NOVO

Para mim viajar é quebrar a rotina que nos engessa... Mas sempre é um desafio porque a viagem nos faz sair da zona de conforto para o novo, o desconhecido. E não importa quantas vezes já fomos a um lugar, cada vez é diferente, pois o tempo passou e somos hoje diferentes do que éramos ontem... e encontraremos pessoas diferentes na viagem.
Então, vamos embora... ousar romper os limites em que eu mesma me prendo, enfrentar o medo e descobrir um mundo novo...

Mas o mais importante é viajar na vida... saindo numa viagem ou ficando em casa, ter a criatividade de descobrir o novo nas coisas simples do dia a dia e ser feliz.

Mesmo no trabalho manual fazer algo novo e diferente. Desejando fazer algo diferente... no último mês comecei a dar aula de patchwork para duas amigas, Katinha e Lúcia. Elas estão amando e eu também. Nossa dificuldade é acabar a aula na hora marcada. Como disse a Katinha: a gente viaja, não pensamos em nada, não tem depressão que nos pegue. Agora vamos parar um tempo porque vou viajar, mas elas continuarão fazendo em casa – já foram mordidas pelo bichinho do patchwork.


Vejam os nossos trabalhos.

Primeiro trabalho da Katinha

Primeiro trabalho da Lúcia

Necessaire em tons de azul

Porta celular segundo modelo da artesã Ana Consentino
Puxa saco em estilo country








“Não é valente o que não tem medo,
mas sim o que sabe dominá-lo.”
Nelson Mandela