sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

PASSARINHOS NA JANELA


      Ah... como gosto de passarinhos, seja em bandos ou solitários. Eles me fazem lembrar a alegria da infância e o desejo de liberdade. Na fazenda onde eu morava quando criança havia os bandos de rolinhas que vinham comer o resto de canjiquinha das galinhas, e os canários da terra que vinham comer no curral. E ainda os guachos barulhentos e o anú branco com seu canto lastimoso. Os alegres bem-ti-vis, os sabiás; os melros escolhiam botar seus ovos no tempo de plantar milho quando a comida era farta - ficavam cantando “finque eu ranco”. Ah, as andorinhas que fazim revoadas na varanda à tarde, e o esquisito alma-de-gato. Tantas, tantas outras aves que traziam consigo a mensagem do canto alegre e de mundos distantes, céus distantes, que elas conheciam em seus vôos.

     Hoje, moro numa cidade grande, longe da natureza, não tenho perto um parque ou jardim para descansar os olhos da secura da vida urbana. Mas... não sei como, há os passarinhos. Eles trazem a natureza para os meus ouvidos e minha janela. Ao nascer do dia começa a cantoria. Os mais comuns são os bem-ti-vis, mas há muitos outros que eu reconheço pelo canto e não sei de que espécie são.Mesmo assim gosto de acordar e ficar reconhecendo o canto de cada um. As vezes chegam até a minha janela e fazem algazarra. E as vezes alguns vem me visitar pousando em minha janela – o bem-ti-vi gosta de vir fazer uma serenata, mas como é de manhã deve ser uma matinata. Mais raramente aparece um beija-flor, e outro dia veio um desconhecido, ficou por alguns instantes cantando na janela. Os passarinhos sempre me falam de liberdade e de outros mundos a serem descobertos, dentro e fora de mim.

      Bom, toda esta história foi para dizer que quando a Verinha me pediu para fazer um jogo americano quase que imediatamente me veio a inspiração de bordar passarinhos. Falando sobre inspiração assim diz o Rubens Alves: “O passáro pousa no nosso ombro, sem que o tivéssemos procurado e apenas nos espantamos de que ele seja assim tão bonito”. Pensei em outros pássaros, mas acabei me inspirando num livro de patchwork que a Adriana me deu (Material Obsession), e escolhi fazer os passarinhos vistos da minha janela. Desejo que a Verinha ao usar o jogo americano receba a mensagem de alegria – minha e dos passarinhos - no longo inverno canadense. 






domingo, 18 de dezembro de 2011

BISCOITOS E NATAL


       Eu acho que biscoitos combinam muito bem com Natal! Na minha memória afetiva biscoitos me fazem lembrar de uma vez em que minha mãe colocou biscoitos de araruta, feitos por ela, nos meus sapatos no dia de Natal. Não sei se ela costumava fazer isso – eu só me lembro dela ter feito uma vez, mas foi o bastante para ficar em minhas boas lembranças da infância. Tudo era muito simples. Nós fazíamos os personagens do presépio de barro e pegávamos musgo à beira dágua para enfeitarmos.

      Nos Estados Unidos e Canadá tem o costume de fazer o biscoito de gengibre (gingerbread) na época do Natal. Fazem em formato de bonecos, confeitados – vocês se lembram daquele boneco de biscoito do filme Shrek?- e usam para enfeitar árvores de Natal. Mas lá não tem biscoito de gengibre só na época de Natal. São encontrados durante todo o ano, feitos não com o formato de boneco, mas redondos.
     Como gosto muito de biscoito de gengibre eu fiz e trago para vocês a receita.



 BISCOITO DE GENGIBRE

1 ovo
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina
½ xícara de melado
½ xícara de açucar cristal
1 colher de sobremesa de gengibre fresco ralado ou gengibre seco moído
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato
½ colher de chá de noz moscada ralada
½ colher de chá de cravo moído
3 e ½ xícaras de farinha de trigo

Obs: xícaras de 200ml

MODO DE FAZER

Se preferir faça o melado com 1 copo(200ml) de açucar mascavo e ¼ de copo de água. Leve ao fogo baixo e deixe ferver até derreter o açucar e ficar uma calda grossinha. Deixe esfriar.

Em uma tigela junte a manteiga ou margarina, o açucar cristal, o melado, o ovo, o gengibre, a canela, noz moscada, o cravo, o bicarbonato e misture muito bem. Depois vá juntando a farinha de trigo aos poucos e amassando. Cubra a vasilha e deixe na geladeira por 1 hora.
Faça os biscoitos a leve ao forno em assadeira forrada com papel alumínio por mais ou menos 15 minutos. Deixe esfriar antes de tirar da assadeira.

OUTRA RECEITA DE BISCOITO

Este aqui eu comi na casa  da Ester. A Nininha  me disse que é uma receita antiga. Acho que o problema deste biscoito é que não consigo comer um só.


BISCOITO PORTUGAL
1 xícara de fubá
1 xícara de amido de milho
1 xícara de farinha de trigo
1 colher de chá bem cheia de fermento químico em pó
1 xícara de açúcar
2 colheres de sopa de margarina ou manteiga
1 ovo
Obs: xícaras de 200ml.

Em uma tigela bata o ovo, a margarina e o açúcar. Junte o fubá, a farinha de trigo e o amido de milho, e vá amassando até agregar tudo. Depois da massa pronta enrole em cordões, corte em pedaços de 3 cm, amasse com um garfo. Coloque os biscoitos em uma assadeira forrada com papel manteiga ou alumínio e leve ao forno por cerca de 20 minutos.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

REUNINDO AMIGAS


      Quando olhamos para nossa vida nos dias de hoje quase sempre temos a impressão que estamos num redemoinho do qual não podemos nos livrar. São tantas as obrigações e os apelos que nos invadem a cada momento,  e sentimos isso mais ainda se vivemos em uma cidade grande.Todos nós sentimos os efeitos da vida corrida, estressante e agitada que a nossa sociedade nos leva a viver.

       É certo que não podemos voltar atrás tentando parar o tempo, mas podemos e precisamos achar oásis de repouso onde recuperar as forças, saborear a vida e nos tornar mais humanos. Outro dia conversando com uma amiga ela me dizia que queria um tempo de refrigério, se possível uns dez anos. Respondi dizendo que provavelmente não viria esse tempo de refrigério, mas que ela precisava achar um refrigério no seu dia.

      Tentando não perder de vista e cultivar o relacionamento com pessoas queridas eu gosto de, de vez em quando,  receber amigas para um bate-papo ou um lanche. Sem ter um motivo especial, tipo o aniversário de alguém – o motivo especial é a nossa convivência. Outro dia  Adriana, Flavinha, Patricia, Silvinha e eu combinamos um lanche – a Patricia teve um impedimento, mas veio no dia seguinte com Maria Vitória - assim, a noite de convivência se tornou duas... O papo foi muito bom e durou até ficarmos com sono. Comemos quiche de peito de peru com alho poró e crumble de maçã com sorvete. Foi muito bom e já temos até  um tema para uma próxima reunião. Aguarde...


                 QUICHE DE PEITO DE PERU E ALHO PORÓ

Massa:
150gr de manteiga ou margarina
2 xícaras(200ml) de farinha de trigo
2 colheres de sopa de água
1 pitada de sal
Recheio:
300gr de peito de peru defumado
1 alho poró 
4 ovos batidos (claras em neve)
1 lata (300gr) de creme de leite
1 copo de iogurte natural
Queijo parmezão ralado
1 pitada de sal

MODO DE FAZER
Pegue 1 pyrex medindo 35x22 cm, coloque a farinha de trigo, a água, a manteiga ou margarina e o sal. Amasse. Depois abra com as mãos até cobrir todo o pyrex.
Pique o peito de peru e coloque por cima da massa.
Pique o alho poró em fatias finas - só a parte branca - e leve ao fogo em uma panela com um fio de azeite. Vá mexendo até murchar. Coloque junto com o peite de peru misturando delicadamente.

Em uma tigela bata as claras em neve, junte as gemas e bata mais um pouco. Depois coloque o creme de leite, o iogurte, e uma pitada de sal.  Bata tudo até misturar bem. Coloque  este creme sobre o recheio e polvilhe queijo parmesão ralado; leve ao forno (180graus) por mais ou menos 40 minutos, até ficar dourada. eu acho mais gostosa se for servida morna ou em temperatura ambiente. 

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

RECEITA PORTUGUÊSA

Bacalhau à Brás (ou também Bacalhau à Braz) é um prato típico português de bacalhau. Sendo um dos pratos mais populares confeccionados com este peixe, consiste em bacalhau desfiado, batata palha frita e ovo mexido. É muito consumido em Portugal e também em Macau. A receita terá sido criada por um taberneiro do Bairro Alto, em Lisboa, de seu nome Brás (ou Braz, como era uso grafar na altura). A sua popularidade levou-o a atravessar a fronteira, sendo por vezes possível encontrá-lo também em ementas espanholas sob designações como "revuelto de bacalao a la portuguesa". (Fonte Wikipédia)

Esta receita é para quem, como eu, gosta muito de bacalhau. Ela é muito simples e fácil de fazer. Comi este bacalhau no restaurante "A VALENCIANA" em Lisboa e achei tão gostoso que pedi a receita – que anotei em um guardanapo. O chef me disse que era o “mexido” português, e realmente lembra o tradicional “mexido” mineiro.  Você pode aumentar ou diminuir os ingredientes dependendo da quantidade que for fazer. Para facilitar eu usei o bacalhau já desfiado, sem pele e espinhas.



BACALHAU À BRÁS

INGREDIENTES – para 4 pessoas

400 gr da bacalhau
2 cebolas cortadas em cubos
1 dente de alho picado
Mais ou menos ½ xícara de azeite de oliva
5 ovos batidos temperados com sal 
150 gr de batata palha
Salsinha picada
Azeitonas pretas

MODO DE FAZER

Deixe o bacalhau de molho na geladeira por 24 horas trocando a água algumas vezes. Escorra a água e desfie grosseiramente.
Em uma panela ou frigideira grande leve ao fogo o azeite, a cebola e o alho; mexa até murchar a cebola. Junte o bacalhau e deixe refogar um pouco;  junte a batata palha e os ovos batidos e misture – de forma que os ovos fiquem cozidos, mas sem endurecer.  Coloque a salsinha e as azeitonas por cima do prato. Sirva bem quente.
No "A VALENCIANA" serviram com arroz com cenoura – cenoura picada cozida junto com o arroz.




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

MEMÓRIAS DE VIAGEM - 4


       De Saint Michel voltamos a Paris, onde uma parte do grupo retornou ao Brasil. Na manhã seguinte saimos de Paris em direção a Calais para irmos para a Inglaterra atravessando a canal da Mancha. Me lembro que este mesmo caminho – Paris, Calais, Dover – era feito durante a Revolução Francesa por aqueles que estavam ameaçados de morte na guilhotina e por isso precisavam fugir. Quando eu via a descrição dessa viagem em filmes, livros ou documentários, jamais imaginei que um dia eu faria esta viagem passando pelo mesmo caminho. São as surpresas que a vida nos traz...

Baía de Somme
    No caminho para Calais fizemos uma parada na baía de Somme, onde tem uma reserva natural de aves. Esta região do norte da França é muito bonita. A natureza canta!
Olhando a paisagem que se desenrola diante dos meus olhos penso que como esses campos, essas paisagens belas ou não, dourados pela sol ou cobertas por nuvens cinzentas, assim a vida passa rapidamente. E ela é muito preciosa para que a deixemos passar sem saboreá-la, sem viver cada momento intensamente.



Atravessamos o canal da Mancha num ferryboat e chegamos em Dover na Inglaterra com tempo bom. 









      Mas logo o céu se cobriu de nuvens e caiu um aguaceiro. Já vemos a diferença no tempo, na paisagem e na arquitetura. Estamos na Inglaterra.










       No dia seguinte, um típico dia de outono inglês (frio e chuvoso) andamos o dia todo de ônibus e a pé fazendo um citytour pelos locais mais importantes de Londres, como o palácio de Buckingham, o Big Ben, a torre de Londres, o Parlamento, a catedral de Westminster, os diversos parques e praças. As ruas são apertadas e o tráfego intenso. Almoçamos num pub (típico bar inglês), visitamos o Coven Garden (o mercado de Londres), e terminamos o dia na rua Oxford (a rua das compras).

      Em nosso último dia em Londres a natureza cooperou conosco e o dia amanheceu lindo. Logo cedo saimos para visitar o Castelo de Windsor que fica nos arredores de Londres. Tivemos a oportunidade de conhecer um pouco do campo inglês. Londres é uma cidade cosmopolita onde há muitos estrangeiros. No interior podemos conhecer melhor o que é ser inglês. As casas dos suburbios com suas chaminés – como vemos no filme Mary Poppins – os campos dourados de outono, os pés de peras e maçãs carregados de frutos, as tranquilas cidades pequenas com sua praça... 
      
Troca da guarda no castelo de Windsor
      Os campos ao redor do castelo são muito bonitos. O castelo é enorme. Visitando-o dá para se ter uma noção de como é a vida da família real britânica. O interessante é ser um castelo movimentado   e não apenas para turistas. Além da família real, há os guardas, os empregados, pessoas que residem na área do castelo, as lojas... Os arredores do castelo funcionam como uma fazenda onde se planta, colhe e produz coisas diversas.

     Olhando para cada dia da viagem percebo que eu vivi - e creio que todos do grupo viveram - experiências inesquecíveis, que nada no mundo pode pagar. Lembro aqui especialmente a amizade e companheirismo entre nós. 

sábado, 12 de novembro de 2011

MEMÓRIAS DE VIAGEM -3

  
Lyon - França
      Seguindo viagem paramos em Lyon - uma cidade muito bonita - para visitar alguns pontos importantes. E continuamos em direção a Paris.  Então, na estrada, depois de uma curva se abre um belo cenário. Aqui é um grupo de poneis no pasto, mais adiante são vacas branquinhas e ovelhas, depois é uma maquina colhendo o milho, outra preparando a terra para a semeadura; de repente são fileiras de árvores, depois uma explosão de cores do outono, os pássaros em revoada, o por do sol...

       Seguindo para Paris pernoitamos em Bourges. Na manhã seguinte a temperatura caiu e os campos ficaram cobertos de geada. Olhando para as plantações brancas pela geada me veio o pensamento que as vezes plantamos muito na vida, mas não temos a colheita esperada. Semeamos durante o dia, mas durante a noite vem a geada e mata o que plantamos. A natureza nos ensina a lidar com o que nos acontece, a ter paciência e aprendermos com o que a vida nos traz.




Paris... em pleno outono vivemos um dia de inverno com temperatura de 0 grau.



No dia seguinte a temperatura aumentou e o dia estava muito bonito. Fomos visitar o palácio de Versalhes, com seus jardins que chama atenção por sua harmoniosa beleza.

       Nos despedimos de Paris com as luzes da Torre Eiffel, e seguimos viagem, agora pela Normandia.

        A Normandia, terra das maçãs, é muito bonita. Passamos por pomares de maçãs - me chama atenção mulher com seu cachorro colhendo maças perto de uma cerca viva. Um bando de pássaros brancos catando bichinhos na terra arada. 


Ah, os belos campos da Normandia!

 Ainda pela manhã chegamos a Lisieux.  O nosso quarto no hotel era no último andar e parecia aqueles quartos de sotão com uma janela no teto. Acordei no meio da noite e fiquei olhando as estrelas no céu...

No dia seguinte seguimos viagem para Saint Michel, num belo dia de outono. 


      

 É bem verdade que cada lugar tem sua beleza característica. Por exemplo, o lugar onde nascemos tem uma beleza que envolve um apelo emocional; sempre pensamos nele como a nossa casa. Assim também o lugar onde moramos, onde construimos a vida, tem uma beleza que reflete a necessidade de viver satisfeitos onde vivemos...




Jardim do claustro - Saint Michel
Uma das belas vistas do monte Saint Michel
  
 Mas, o Monte Saint Michel é um dos lugares mais bonitos que já vi. A vista é tão magnífica que me dá vontade de tirar mil fotos... e depois fica difícil escolher uma...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

MEMÓRIAS DE VIAGEM - 2

       Saimos de Barcelona numa bela manhã de domingo. Fomos numa viagem tranquila e agradável com brincadeiras e bate -papo. Paramos para almoçar em Carcassone (uma cidade medieval), já na França. Diante de nossos olhos desfilavam a beleza dos campos francês, os parreirais, os pinheiros altos e esguios que se parecem com colunas enfileiradas, os campos preparados para o plantio, as fileiras de árvores com as folhas de um tom verde/amarelado do outono, os álamos com as folhas douradas e os arbustos com folhas de tonalidade intensa que vão do amarelo e laranja, passam pelo vermelho e chegam ao vinho. O Canal do Midi  (que liga o sul ao norte da França) com suas belas paisagens e as aves aquáticas. Diante de tão belo cenário penso que uma viagem assim é um presente do céu, um tempo de graça.

Lourdes - França
     Todo o campo é envolto na luz dourada do sul da França que já encantou tantos pintores. É uma explosão de beleza. Já nas vizinhanças de Lourdes, na região dos Pirineus, surgem as mais belas flores do campo. Brancas, amarelas, rosas, vermelhas e vinho...mas rapidamente vai passando todo esse cenário diante dos nossos olhos segundo a velocidade do ônibus. As vezes consigo tirar uma foto outras vezes só dá para fotografar com os olhos e guardar no coração. Assim, chegamos a Lourdes sem cansaço.
 Ah... o interior da França! Como é bonito! Com seus castelos e vilas medievais cheias de histórias. A boa comida, as deliciosas tortinhas, os parreirais dourados, as casas típicas, o cheiro de lavanda, violetas e ervas finas de Provence. Lembro-me de uma parada para o almoço onde tinha uma loja de produtos regionais e eu comprei sabonetes e colhi pendões de lavanda que perfumaram minha bolsa.

La Salete - França
      Subimos os Alpes franceses em direção ao Santuário de La Salete. Que paisagem de tirar o folego! O dia estava chuvoso e por isso não foi possivel ficar ao ar livre. Mas, mesmo assim a natureza era expledorosa. Os bandos de pássaros em revoada, os rebanhos de ovelhas, as cores de outono, a montanha...
Os Alpes


domingo, 6 de novembro de 2011

MEMÓRIAS DE VIAGEM - 1

       Lisboa foi a porta de entrada, por onde começamos, nossa viagem pela Europa – Portugal, França, Espanha e Inglaterra.  Lisboa... cidade antiga e moderna, cheia de história - história que muitas vezes se entrelaça com a história do Brasil. E tem sua economia baseada sobretudo na exportação de cortiça, vinhos e azeite. Com belas calçadas, as tradicionais calçadas com pedras que também usamos no Brasil, e o uso de azulejos na decoração das casas - costume que herdamos dos portuguêses e agora, segundo a guia, o modelo brasileiro está revitalizando essa arte em Portugal.

O bonde em Lisboa
       Depois de um tour pelos pontos turísticos, com paradas para o almoço em que o prato principal era um delicioso bacalhau - depois darei a receita para vocês - e para saborear o tradicional pastel de Belém, no final da tarde seguimos para Fátima. No hotel, em Fátima, tive a alegria de encontrar Vitorinha e Ildeque, um casal amigo de Colatina. O mundo é pequeno...





Barcelona - vista do Montjuic
      Saimos de Fátima em direção a Lisboa de onde pegamos um avião para Barcelona. Na chegada fomos recebidos pelo Mário – nosso motorista português que ficou conosco até o final da viagem em Londres. Mário foi muito mais que um motorista, se tornou para nós um amigo.

   





Entrada do "Pueblo"
   


Almoçamos num lugar muito bonito e tradicional, um “pueblo”. É uma praça cercada de muralhas, com restaurantes e lojas de artesanatos e produtos típicos ao redor. As mesas espalhadas pelas calçadas, alguém tocando um violão... pura poesia. 

Interior do "pueblo"

     Depois, como tinhamos a tarde livre, fizemos um tour num ônibus de turismo local vendo as belezas de Barcelona de cima do ônibus, na parte aberta, com o vento frio batendo no rosto.

       Barcelona é uma bela cidade situada as margens do mar Mediterrâneo, foi fundada pelos romanos no século II a/C. Tem uma intensa vida cultural e é muito bonita com seus parques, fontes, árvores e praças. Apesar de ser uma cidade muito antiga é clara e arejada. Como era sábado, era  grande o número de pessoas caminhando pelos parques e subindo os montes.

      
     

      Na parte antiga da cidade merece destaque o bairro gótico, o único local onde ainda resta uma parte da muralha do tempo dos romanos. Cada ângulo e cada ruela que de repente se abre numa praça traz uma surprêsa e beleza inusitada.










    

       Outra coisa que chama a atenção em Barcelona são as obras de Gaudi, que hoje em dia identificam a cidade. É impossível pensar em Barcelona sem pensar na igreja da Sagrada Família (ainda em construção) e tantas outras obras desse genial arquiteto.

 Gaudí... arrojado, audacioso, considerado louco em seu tempo, revolucionou a arquitetura. Com suas obras inspiradas na natureza e no  ser humano quebrou os padrões. Olhando para suas criações podemos lembrar que Deus sempre quebra os nossos padrões:
“Quanto o céu é mais alto que a terra, tanto os meus caminhos estão acima dos vossos caminhos e meus pensamentos acima dos vossos pensamentos” (Is 55,9).



Montserrat





Amei Barcelona!



segunda-feira, 10 de outubro de 2011

QUICHE PARA O LANCHE

Quiche é um tipo de torta feita com recheio à base de ovos e creme de leite ao qual se adicionam pedacinhos de toucinho defumado, e que não leva cobertura. Embora atualmente a quiche seja um prato tradicional da culinária francesa, sua origem é alemã. A palavra quiche vem do alemão "kuchen", que significa "torta". A quiche Lorraine original nasceu no século XVI e era uma torta aberta recheada com creme feito de leite e ovos acrescido de bacon defumado. Somente depois foi acrescentado queijo à quiche Lorraine. Adicionando cebolas obtém-se a quiche alsaciana.
A quiche se tornou popular na Inglaterra logo após a Segunda Guerra Mundial e nos Estados Unidos, na década de 1950. Hoje pode-se encontrar uma grande variedade de quiches, desde a original quiche Lorraine, até aqueles com alho-poró, champinhon e mesmo peixes, como o salmão.
Origem: Wikipédia.

                                     QUICHE DE PRESUNTO E QUEIJO
 Ingredientes
Massa
150gr de manteiga ou margarina
2 xícaras(200ml) de farinha de trigo
2 colheres de sopa de água
1 pitada de sal
Recheio
250 gr de presunto
200 gr de queijo mussarela
4 ovos batidos (claras em neve)
1 lata (300gr) de creme de leite
1 copo de iogurte natural
50 gr de queijo parmezão ralado

MODO DE FAZER
Pegue 1 pyrex medindo 35x22 cm, coloque a farinha de trigo, a água, a manteiga ou margarina e o sal. Amasse. Depois abra com as mãos até cobrir todo o pyrex.
Pique o presunto e o queijo e coloque por cima da massa.

Em uma tigela bata as claras em neve, junte as gemas e bata mais um pouco. Depois coloque o creme de leite e o iogurte, e bata tudo junto para misturar bem. Coloque este creme sobre o presunto e o queijo e leve ao forno (180graus) por mais ou menos 40 minutos, até ficar dourada. Fica mais gostosa se for servida morna.
  • Esta receita é muito boa. Experimente substituir o presunto por outros ingredientes.







sexta-feira, 7 de outubro de 2011

TULIPAS DE FUXICO

Esta bela flor, originária da Turquia, encanta por sua simplicidade e beleza. Ela é uma das minhas flores favoritas e se bobear eu saio colocando tulipas em tudo... é a flor que eu uso na decoração da minha casa. Um canteiro de tulipas é uma mar de cores que nos convidam a descomplicar a vida; suas seis pétalas se abrem como um cálice para o alto.

 Há algum tempo atrás a Lucinha me mostrou esta tulipa feita com a técnica do fuxico. É muito fácil de fazer e acho que são tão simpáticas e passam um pouco do colorido da flor natural. Logo fiz um vasinho que está alegrando minha casa - se juntou a minha coleção de tulipas. O que eu aprendi passo para vocês.

Passo a passo:

Material:
Papel crepom verde
Retalhos de tecido para a flor e para a folha
Manta acrilica para enchimento.
Contas peroladas
Arame

Corte o arame com um alicate e encape com o papel crepom - o tamanho varia de acordo com o vaso onde for colocar a flor – para vasinhos de 6cm de altura eu fiz com 8cm.

Flor: Corte no tecido um retangulo de 8x15cm. Feche o tecido no lado que tem 8cm com pequenos alinhavos. Dobre 1 cm num dos lados e passe alinhavo para fazer o fuxico. Arremate. Encha com a manta acrílica. Dobre 1cm na outra borda e feche com um ponto juntando 4 partes para formar as pétalas. Arremate com uma conta.

Folha: Corte no tecido para folha no tamanho de 6x3,5cm com o formato de folha. Corte 2 x no tecido e 1x na manta acrílica. Una com ponto de caseado. Prenda a base da folha deixando um pequeno espaço para passar o arame da haste.

Montagem: Com o auxílio do alicate dobre a ponta do arame e introduza na base da flor; coloque a folha, e está pronta!
Estas eu fiz para Aline e Valéria